Seguindo com a coluna semanal, Brooke
volta para esbanjar cada dia mais e mais ousadia. Dessa vez com a polêmica
''Pussy Make The Rules'', produzida por Lucian Walker
(que já produziu outras músicas de
Candy) e tendo seu clipe dirigido por Meredith Danluck. Decorrente da forte
onda feminista, Brooke continua com suas letras polêmicas
e mais feministas do que nunca. O clipe
foi muito mal recebido pelo público em geral e sites de notícias, onde muitos
acham a satirização de artistas como Lady Gaga e
Britney Spears exagerada e
desnecessária.
Toda trabalhada no MK Ultra, Brooke
passa uma mensagem de dualidade e empoderamento feminino no single que possuiu
receptividade duvidosa, apesar de ser uma das músicas
mais divertidas de Candy. Lakewet repete
no refrão inúmeras vezes que quem tem a buceta, faz as regras. As mulheres
foram muito segregadas e com o tempo, muitas se libertaram
a partir do próprio corpo. Porque
reafirmar tanto o próprio corpo? Porque a sociedade já coloca expectativas e
restrições do que a mulher pode ou não deve fazer. Brooke
sabe muito bem o que é isso, e o 'pussy
power' que é tão ressaltado na música é exatamente isso: mais um dos gritos
anti slut-shaming.
"A buceta é minha, eu faço as
regras" resume tudo. No entanto, as mulheres entram em conflito com os
ideiais conservadores e a liberação sexual quando estão começando
a despertar pelo feminismo.
O clipe representa a dualidade da
santidade e da depravação. Uma Brooke boa, imaculada que briga com uma Brooke
diabólica e devassa, que acabam
se pegando, e gerando uma transformação.
Candy é representada como maluca em um momento, como muitas feministas são
taxadas de doidas ou psicóticas, e no fim, a Brooke Santa mergulha em sangue, e se ergue, não mais
imaculada.

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